terça-feira, 11 de agosto de 2009

Mais uma turma está saindo para o mercado.
Hoje, enquanto assistia a "Aula da Saudades" junto com os formandos de Comunicação Social, 2009/1, observando a alegria de uns e ansiedade de outros, percebi a grande responsabilidade que nós professores temos diante desses jovens que ingressam cheios de sonhos em uma universidade.
Senti um certo vazio dento do peito, quase que um sentimento de amargura. Amargura não por não ter acrescentado nada em sua formação profissional, mas por saber que agora, após a colação de grau e o grande baile, a maioria vai estar a procura de uma colocação no mercado, onde tantos já se estreitam e lutam para tentar conseguir seu lugar ao sol.
E foi assim, que em meio a todo aquele barulho de risos e descontração me veio um questionamento a cabeça. Será que é justo?
Um jovem passar metade de sua vida se preparando para assumir uma responsabilidade maior na vida, sai da faculdade cheio de sonhos e de gás para realizar um bom trabalho na profissão escolhida e muito mais rápido do que eles imaginam se deparam com a crueldade que é a batalha para a sobrevivência.
Será que eles não mereciam como prêmio, depois de tantas lutas, um troféu mais adequado? Será que não mereciam mais atenção de nossos governantes e senhores detentores das vagas tão sonhadas durante os anos de faculdade? O que mais um professor pode fazer para ajudar nessa passagem tão feliz e ao mesmo tempo tão angustiante para esses jovens que estão colando grau perante uma sociedade em festa e ao mesmo tempo cirrada para muitos deles?
Assim queridos alunos, só me resta fazer uma oração silenciosa por todos, enquanto vocês assitem imagens guardadas por vocês durante o decorrer do curso, para serem mostradas nessa data tão festiva e se deixam levar mais uma vez pelo sonho mágico de ainda ser um universitário.
Sejam felizes. Lutem por seus ideais e dêem o melhor de vocês. Colham seus louros e contem sempre com o carinho de seus mestres.
Parabéns queridos alunos. Vamos sentir saudades de vocês e saibam que foi um grande prazer fazer parte da vida de cada um de vocês.
Com carinho, professora Vera Lúcia

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O IDEAL DE UM RADIALISTA

O radialista deve colaborar para ampliação da formação cidadã da população brasileira. Do mesmo modo, a cidadania deve ser vivenciada no rádio por todo radialista que pretende ser cidadão e que não queria fazer rádio usando a comunicação como mera transferência de informação.
Para conseguir seu objetivo, ele deverá:
· Enfrentar o desafio de trabalhar com distintas realidades;
· Contribuir no respeito incondicional aos saberes dos ouvintes e suas diferentes identidades culturais;
· Comprometer-se em rejeitar qualquer prática de discriminação;
· Estar disponível para dialogar de forma solidária, tolerante, plural, assegurando e sustentando a liberdade de opinião;
· Incentivar a reflexão crítica, do direito à pergunta e à dúvida;
· Colocar-se contra as desigualdades e privilégios no plano social.
Assim, o rádio que queremos é aquele que contribui com a cidadania e que se preocupa em desempenhar da melhor maneira, o seu papel social: forma e informar.


Rádio Corredor
100% você.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Um pouco sobre a Rádio Corredor

A Rádio Corredor, assim intitulada pelos alunos do curso de Comunicação Social, da UFMT, mais especificamente na habilitação de Radialismo, surgiu de forma improvisada em um corredor , entre os blocos da FAEC, Direito e do Serviço Social.
Era nesse exato local que se aglomeravam os alunos do curso de Comunicação Social, sem salas, sem laboratórios e demais estruturas mínimas para que um curso superior funcionasse.
Se por um lado não tínhamos apoio da instituição, por outro, não faltava por parte do corpo docente e discente, uma grande garra e coragem de lutar e conseguir um espaço que fosse só seu, sem precisar se deslocar tanto, entre extremos, para assitir aulas ou improvisar no que seria, uma "aula laboratorial"
Nossa rádio, que não tinha microfones, equipamentos de som, discos e muito menos técnico, ia ao ar, todos os dias, entre 09h00 e 09h30, horário destinado ao intervalo, com uma programação eclética, ao vivo e a cores.
Entre tantos, estavam os programas: Brega e Chic, Folks Revivers, Segunda Esportiva, Aventuras do Gabiru e tudo era feito na base do improviso. Cada aluno trazia seus discos, seu microfone, o aparelho de som e assim, nossa rádio ia ao ar, conquistando a simpatia e a credibilidade não apenas em nosso curso, mas em todo campus.
Crescemos tanto, que fomos convidados a fazer a programação oficial da "Primeira Mostra de Cursos da UFMT "promovida no Ginásio de Esportes e também a ser a voz oficial da instituição, na "SPBC Jovem" também realizada em Mato Grosso.
Fomos crescendo e aos poucos ganhando novos equipamentos, até que finalmente ganhamos nosso bloco de sala de aulas e de laboratórios.
Na primeira visita do MEC, visita essa que tinha a finalidade de reconhecer pela primeira vez nosso curso, fomos muito elogiados, não só pelo improviso, mas por ter conseguido fazer do improviso, uma forma de fazer uma rádio laboratório de maneira séria e comprometida com a qualidade e a ética.
Chamávamos atenção pelo nosso slogan:"Rádio Corredor, 100% você" , afinal, ele refletia exatamente tudo que nossa pequena emissora possuia. Também fomos elogiados pela Comissão do MEC por uma frase que impulsionava a nossa programação: " Não basta ser louco para estar aqui, mas ajuda."
A tal frase foi pintada por um aluno, que num rompante de loucura ou de angústia, quando nosso gravador de rolo havia se quebrado, nossa Pick Up travou e só tocava a partir terceira fase musical e o teto do estúdio desabou.
Mais uma vez demos a volta por cima e resurgimos das cinzas. Nesse meio tempo, nos levaram para o Instituto de Linguagens, onde estamos até hoje.
Lá, a primeira providência foi tentar calar nossa rádio. Alegavam que fazíamos muito barulho e que nossas músicas incomodavam. Tentamos entender com era possível uma música atrapalhar em um Instituto que abrigava o curso de Música.
Hoje, a Rádio Corredor é um projeto de extensão , entra no ar todos os dias, no horário do intervalo e ganha a cada dia, o respeito e a confiança dos dirigentes da UFMT.
Temos uma boa estrutura, professores e técnico capacitados e nosso alunos estão sempre empenhados em fazer um trabalho sério e relevante para o curso e para sua própria formação.
Como professora e fundadora desse laboratório, gostaria de deixar aqui minha homenagem a todos que por ali passaram. Aproveitar para dizer que, sem o esforço dos primeiros, jamais teríamos chegado onde chegamos.
Parabéns egressos .Sejam bem vindos, ingressos do curso de Radialismo, da UFMT.
Como resultado de tantas lutas, hoje temos excelentes professores, ex-alunos, em salas de aula, concursados e pós-graduados
Valeu toda a luta e caminhada que fizemos para conseguirmos ter um curso de qualidade e conceituado entre os demais cursos de Radialismo do pais.

Com carinho, professora Vera Lúcia.